Firmas inovadoras e não inovadoras: quais as diferenças nas taxas de sobrevivência e crescimento?
Publicado: 23/04/2025 - 15:42
Última modificação: 23/04/2025 - 15:47
O objetivo principal desse projeto de pesquisa é o de comparar as taxas de sobrevivência e crescimento entre firmas inovadoras e não inovadoras, segundo o porte das empresas. A discussão sobre os determinantes da sobrevivência das empresas é bastante antiga na literatura econômica e algumas relações foram estabelecidas em diversos estudos posteriores, como a da relação inversa entre porte e sobrevivência. Vários estudos mostram que, em geral, há altas taxas de mortalidade nos anos iniciais de fundação das empresas e altas taxas de crescimento de uma parcela das sobreviventes nos períodos subsequentes, o que leva à discussão de quais fatores explicam essas altas taxas de crescimento. Estudos mais recentes relacionam as altas taxas de crescimento e sobrevivência às atividades inovativas das empresas e também aos setores de atividades que desenvolvem mais intensamente inovações. Há evidências também de que empresas que inovam apresentam taxas de sobrevivência maiores em períodos de crises econômicas. Embora os determinantes da sobrevivência e crescimento das firmas sejam de suma relevância para o entendimento da dinâmica de funcionamento dos mercados, poucos estudos recentes foram elaborados para as firmas industriais brasileiras. Não há estudos que tenham investigado a sobrevivência das empresas brasileiras que são classificadas como inovadoras na base de dados da Pesquisa de Inovação (Pintec) e, igualmente importante, não há estudos sobre as empresas que se declaram não inovadoras. Essas são as lacunas principais da literatura que esse projeto de pesquisa pretende abarcar. Para cumprir esse objetivo, serão utilizadas tabulações especiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com cruzamento de dados da Pintec, do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) e da Pesquisa Industrial Anual (PIA). Adicionalmente serão elaborados modelos econométricos com o acesso aos microdados dessas bases de dados.
Vigência: 01/11/2022 -