Este projeto de pesquisa objetiva aplicar o mais amplamente possível (desagregando a análise pelas macrorregiões e UFs do Brasil) uma nova metodologia de agrupamento (classificação) de tipos distintos de famílias de trabalhadores assalariados na agropecuária brasileira, desenvolvida pelo autor deste projeto, para, por um lado, mensurar os (e analisar a evolução dos) contingentes desses diferentes grupos/tipos de famílias e, por outro lado, analisar, também e conjuntamente, a evolução das condições de trabalho e de vida dessas mesmas famílias. Essa proposta articulará, na produção dos dados e nas suas análises, informações de pessoas e de famílias. Por exemplo, uma das possibilidades, entre outras, dessa metodologia é analisar questões pertinentes às pessoas, porém, dentro de seus respectivos grupos familiares. Serão utilizadas as bases de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O período de análise foi intercalado pela ocorrência da pandemia da Covid-19, o que permitirá estudos comparados de subperíodos que compreenderão análises relativas ao antes, o durante e o pós Covid-19. Em termos gerais, o impacto dessa pandemia sobre o mercado de trabalho assalariado nacional e regional foi negativo para os trabalhadores, mas, interessa-nos investigar se, no caso da agropecuária – que foi um setor que, ao contrário de vários outros, expandiu-se durante esse período –, teriam sido os assalariados nesse setor também menos impactados negativamente (em termos de tamanhos de seus contingentes e também de suas condições de trabalho e de vida material). Para atingir os objetivos dessa proposta de pesquisa, serão construídos e aplicados alguns indicadores e alguns métodos quantitativos, além da tipologia de famílias criada.
Vigência: 01/03/2023 -